<%@LANGUAGE="JAVASCRIPT"%> Nagib Slaibi Filho - Livro Revista Forense
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Rio de Janeiro,

Veja o ResumoREVISTA FORENSE
Comemorativa 100 anos
Tomo I - Direito Constitucional


Coordenador Nagib Slaibi Filho
Ed. Forense
2005, 944 pp.

 




DIREITO CONSTITUCIONAL - UM SÉCULO

Nagib Slaibi Filho

Comemorando os cem anos de existência da Revista Forense, neste volume apresentamos os artigos sobre Direito Constitucional e Ciência Política que mais se destacaram, assinados por homens que fizeram a História da Política e do Direito de nosso País desde a Proclamação da República.

Agradeço à Regina Bilac Pinto e à sua valorosa equipe a imerecida honra de tentar a realização da impossível missão de resumir em quase meia centena de artigos o excelente conteúdo da centenária Revista.

Neste mister, de um lado fui rigoroso no critério de me deixar levar inteiramente pelo diapasão magnífico com o qual os grandes mestres trataram os temas mais tormentosos; e, de outro, tive franciscana humildade de aceitar as minhas limitações pessoais e as do espaço físico que se podia dedicar a esta edição comemorativa.

As instituições são os homens que as fazem, como alertava Amiel em texto clássico.

Talvez tenha sido o grande político mineiro, Milton Campos, que melhor resumiu o espírito que forjou a gloriosa caminhada da centenária Revista, em artigo no nº 187, pp. 22 e seguintes, em palavras que se cultua com genuflexa admiração sobre o papel do Direito e dos homens que o realizam:

Não desanimemos. Sobretudo, não substituamos a penosa busca da realidade pela fácil adesão aos sofismas das suas caricaturas. Não espere tudo da Constituição, mesmo com as reformas de que ela precisa. Há que reformar também a legislação comum, que está retardada e não aproveita da Constituição os frutos que ela nos pode dar. Mas também das leis não esperemos tudo. Elas podem ser obras de técnicos, de legistas, de teóricos que as concedem com perfeição, mas não lhes asseguram uma execução leal, porque essa missão está fora de seu alcance. São as leis feitas de cima e que, por isso, florescem sem raízes no solo, exigem para viver as estufas das elites oligárquicas e minoritárias. As leis serão boas se refletirem os sentimentos obscuros e as tendências difusas que jazem nas camadas profundas onde se situa o coração dos homens. Aí que florescem os lírios, símbolos evangélicos da singeleza e da naturalidade. “Crescei como os lírios”, manda-nos o sermão da montanha. E diz um poema de Carlos Drummond de Andrade: “As leis não bastam: os lírios não nascem da lei”. Mas concluo que nascem da terra, a qual, no seu significado complexo e profundo, é a realidade, que gera os lírios e cria as leis.

Cem anos da Revista Forense.
Eis a realidade que gera os lírios, cria as leis, reflete os sentimentos e as tendências que jazem nas camadas profundas onde se situa o coração dos homens.



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